As transações comerciais de Rondônia com o mercado internacional apresentaram um saldo positivo expressivo em maio de 2026. A carne bovina foi o grande destaque do período, gerando US$ 181,8 milhões e superando a soja na pauta de exportações. Juntas, as duas mercadorias representaram mais de 90% das vendas externas do estado, consolidando a força do setor agropecuário na balança comercial rondoniense.
No total, o estado exportou US$ 358,7 milhões em maio, contra US$ 225,5 milhões em importações, resultando em um superávit mensal de US$ 133,2 milhões. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o desempenho é ainda mais robusto, somando US$ 1,7 bilhão em vendas e deixando um saldo favorável de quase meio bilhão de dólares após o desconto das compras realizadas no exterior.
A China permanece como o comprador número um dos produtos produzidos em solos rondonienses, além de ser a principal origem das mercadorias importadas. No entanto, um movimento curioso foi registrado nas importações de laticínios da Argentina. Utilizando o mecanismo de importação escritural, empresas locais adquirem produtos que entram no Brasil por portos de outros estados, mas garantem a arrecadação de tributos para Rondônia.
Apesar dos números positivos, o cenário revela desafios para a economia regional. A alta necessidade de fertilizantes e equipamentos importados expõe os produtores locais à variação do dólar e aos preços globais. Especialistas apontam que a concentração em poucas commodities e a falta de produtos com maior valor agregado industrial são pontos que demandam atenção para evitar a vulnerabilidade econômica frente a instabilidades externas.
