A bacia leiteira de Rondônia vive uma transformação estrutural que eleva o patamar do produto local no cenário nacional. Pesquisas recentes detalham uma evolução expressiva nos critérios de pureza, fruto de um esforço conjunto entre o setor produtivo, especialistas técnicos e a indústria de laticínios do estado.
Um levantamento comparativo aponta que a conformidade dos tanques de armazenamento com as normas de saúde vigentes mais que dobrou em menos de uma década. Enquanto em 2015 apenas cerca de um terço dos reservatórios atendiam plenamente às exigências, os dados mais recentes mostram que esse índice saltou para 72,6%, garantindo um alimento mais seguro e qualificado.
A redução da carga bacteriana — medida pela Contagem Padrão em Placas (CPP) — foi o ponto de maior destaque. Durante os períodos de seca, a queda nos índices de contaminação chegou a impressionantes 76,7%. Esse resultado é atribuído diretamente ao aprimoramento do manejo sanitário e à modernização dos processos de ordenha e refrigeração nas fazendas.
O estudo acompanhou centenas de tanques distribuídos pelas principais regiões produtoras do estado, evidenciando que a mudança não é isolada, mas sim uma tendência regional. Em projetos específicos de controle rigoroso, alguns produtores conseguiram reduzir a presença de bactérias em mais de 95%, provando a eficácia da assistência técnica no campo.
Além do ganho em segurança alimentar, a melhoria nos índices já impacta diretamente o bolso do produtor rondoniense. Parte considerável dos laticínios locais passou a adotar sistemas de bonificação por mérito, pagando valores adicionais no preço do litro para aqueles que entregam um produto com padrões de excelência superiores.
Essa consolidação da qualidade fortalece a competitividade do agronegócio de Rondônia, preparando o estado para atender mercados cada vez mais exigentes e consolidando a pecuária leiteira como um dos pilares econômicos da região.
