Com o avanço do período de seca em Rondônia, as queimadas têm se tornado um desafio crítico não apenas para o meio ambiente, mas também para a infraestrutura básica do estado. A prática de atear fogo em vegetações próximas à rede elétrica tem gerado cortes frequentes no fornecimento de energia, prejudicando residências, hospitais e comércios locais.
Dados consolidados mostram a gravidade da situação. Ao longo do ano de 2025, foram registradas 45 interrupções diretas causadas pelo fogo, o que afetou cerca de 16 mil consumidores. O cenário em 2026 continua preocupante, com 17 ocorrências computadas apenas no primeiro semestre, deixando aproximadamente 6 mil clientes sem luz em diversas regiões.
O calor intenso gerado pelos incêndios é o principal vilão das estruturas. Mesmo quando o fogo não atinge diretamente os cabos, o ar superaquecido ao redor da fiação pode causar curtos-circuitos e o desligamento automático preventivo do sistema. Em casos mais graves, as chamas destroem postes e equipamentos caros, tornando a recuperação do serviço lenta e complexa.
Além do prejuízo material e da falta de energia, há um risco severo à integridade física da população. A queda de fios energizados e a precariedade das estruturas atingidas podem causar acidentes fatais. A recomendação fundamental é que a população evite o uso de fogo para limpeza de terrenos e denuncie focos de incêndio que estejam avançando em direção à rede elétrica.
A conscientização torna-se a principal ferramenta para mitigar esses danos durante a estiagem. A interrupção da energia é um transtorno coletivo que poderia ser evitado com a prevenção de queimadas, garantindo que os recursos de manutenção sejam direcionados para melhorias, em vez de reparos emergenciais causados por ações humanas evitáveis.
