O início do período de seca em Rondônia traz consigo uma preocupação crescente para o setor elétrico: os riscos de desabastecimento causados por queimadas. O calor intenso, somado à baixa umidade, cria o cenário ideal para que o fogo se alastre rapidamente, atingindo postes e cabos de alta tensão. Somente nos primeiros seis meses de 2026, cerca de 6 mil residências e estabelecimentos comerciais já sofreram interrupções por conta desse problema.
Especialistas alertam que o quadro pode ser ainda mais crítico devido à influência de fenômenos climáticos extremos, como o El Niño, que tende a agravar a escassez de chuvas na região amazônica. No ano anterior, o impacto foi ainda maior, com mais de 16 mil clientes prejudicados por 45 ocorrências registradas em todo o território rondoniense. A danificação da infraestrutura não apenas corta o sinal de energia, mas também gera prejuízos financeiros e coloca em risco a vida de quem está próximo aos locais dos incidentes.
A recomendação fundamental para evitar tragédias é a abstenção total do uso de fogo para limpeza de lotes urbanos ou áreas rurais, bem como a preparação de pastagens. Além disso, é essencial respeitar uma área de segurança de pelo menos 30 metros em relação às linhas de transmissão. Pequenas ações, como não descartar bitucas de cigarro em rodovias e não fazer fogueiras perto da rede, são vitais para a manutenção do serviço.
Em situações onde o fogo já alcançou as proximidades de cabos ou transformadores, a orientação é nunca tentar apagar as chamas por conta própria. O Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo 193 e a concessionária de energia informada imediatamente via central de atendimento ou canais digitais. Medidas de prevenção e a colaboração da sociedade são as ferramentas mais eficazes para garantir que o estado não sofra com apagões em massa durante os meses mais quentes do ano.
