A administração pública federal estabeleceu os critérios para o funcionamento das repartições durante a Copa do Mundo de 2026. A medida permite que servidores, funcionários temporários e estagiários ajustem suas jornadas de trabalho nos dias em que a Seleção Brasileira entrar em campo, garantindo a possibilidade de acompanhar os confrontos sem prejuízo ao serviço público.
De acordo com as novas regras, a liberação ocorrerá de forma escalonada, sempre três horas antes do apito inicial, seguindo o horário oficial de Brasília. Por exemplo, em partidas programadas para as 14h, os profissionais poderão deixar seus postos às 11h. A mesma lógica se aplica a jogos no período noturno, como aqueles marcados para as 22h, onde a saída está autorizada a partir das 19h para quem possui jornada estendida.
A flexibilização, no entanto, não significa folga. Todo o período não trabalhado deverá ser rigorosamente compensado entre os meses de agosto e setembro de 2026. Para servidores e contratados, o limite de reposição é de duas horas diárias, enquanto para estagiários a jornada extra permitida é de uma hora por dia. O não cumprimento dessas horas resultará em descontos proporcionais nos vencimentos.
Para as equipes que atuam no regime de teletrabalho ou programas de gestão por metas, a regra é diferente: as entregas previstas nos planos de trabalho devem ser integralmente mantidas, independentemente do horário das partidas. Além disso, a portaria reforça que os órgãos devem manter suas portas abertas para quem optar por trabalhar normalmente.
Por fim, os dirigentes de cada unidade administrativa têm o dever de organizar as escalas para assegurar que os serviços considerados essenciais à população não sofram interrupção. A organização interna deve equilibrar o interesse pelo evento esportivo com a manutenção da eficiência no atendimento ao cidadão.
